sexta-feira, 7 de junho de 2013

Design | Fobia de espaços em branco

Você gosta de perfume? Coisas saborosamente perfumadas são um estímulo para os sentidos. Agora imagine que além daquele perfume delicioso, sente também mais outro. Os dois perfumes se misturam e você se incomoda, mas tolera. Mais outro perfume se mistura, virou confusão né? O mesmo acontece quando aquele espaço em branco, o respiro visual do layout, é preenchido com uma profusão de outras informações. 

O espaço em branco sinaliza o objetivo do layout, ele direciona a atenção de quem está olhando o seu trabalho para o que realmente interessa. E ainda serve como um descanso visual, uma preparação para o que está para ser mostrado, o espaço em branco confere importância e elegância ao projeto. Não estou dizendo que está errado aproveitar todo o espaço disponível, mas existem forma agradáveis de se fazer isso, acima de tudo o projeto tem que ser criado para o deleite do público alvo.

Quando o relacionamento do público com a marca é bem construído, não há necessidade de descrever todas as qualidades dele em tudo que for feito, seja embalagens, cartazes, anúncios e etc. Um exemplo disso é a Apple, nas embalagens dos produtos há o mínimo de interferências visuais. Se o consumidor vai comprar um iPhone, a caixa não só é quase limpa, como também aumenta o valor da experiência do público. Dentro daquela embalagem misteriosa há algo que vai satisfazer a necessidade dele.


A embalagem mostra o produto em tamanho real, o logotipo e o nome do produto. Esse mistério em torno do conteúdo dela mexe com a curiosidade, torna divertida a sensação de estar com o produto.


Mais tarde eles evoluíram a embalagem para  o acrílico transparente, o produto se tornou o visual dela e a arrumação dos itens extras (fones, manual, cabos) são organizados de uma maneira que façam parte do layout.

Outras marcas também se valeram da do espaço vazio para apresentar seus produtos.


Uma representação muito criativa da imaginação infantil.


Esse anúncio precisa de mais do que isso pra provar que o produto é eficiente?


Eu adoro Coca-Cola com limão, o "C" tão característico feito com a casca da fruta e o espaço vazio que leva ao ponto de atenção com a lata do refrigerante, não foi preciso mais que isso pra despertar o desejo de consumi-lo.


Nesse caso o espaço vazio compôs o layout, um sorriso protegido é o que promete a marca de higiene bucal.

Ainda há a mentalidade de aproveitar o máximo possível do espaço e sei que nem sempre conseguimos orientar os clientes sobre isso. O medo de deixar espaços em branco pra muitas pessoas significa perder o dinheiro investido, mas vale lembrar que o layout não é anúncio de jornal, nem telegrama. Não queremos jogar um monte de informações no público, queremos seduzí-los de forma inteligente com o que o produto pode oferecer.




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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Curta Quinta: Macgyver and the new Citan


 

Quem lembra do Macgyver? Eu sou muito fã desse aventureiro criativo! Nessa onda de nostalgia que anda acontecendo, resolveram descobrir o que esse personagem está fazendo. Ele está gordinho, mais velhinho, mas ainda é Macgyver!
 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Um sketchbook para todos govern... Ops!

Meu sketchbook fica tão simplório perto desse fã da saga do Um Anel...








Mais sobre o artista:

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Logotipo do Banese em vetor formato EPS


Bom dia seres criativos!

Dia desses precisei do novo logotipo do Banese para fazer um projeto e só encontrei uma versão em "Coréu". Calma gente! Nada contra, mas como não trabalho mais com esse software e o arquivo é incompatível com o Illustrator eu resolvi postar aqui uma versão em EPS, muito mais compatível com os softwares gráficos em geral. 

Para baixar é só clicar no botão abaixo. Enjoy!





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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Curta Quinta: The Monk & The Monkey



 


The Monk & The Monkey from Brendan Carroll on Vimeo.

E na animação dessa semana temos uma aventura de um jovem determinado, Ragu, que é enviado por seu mestre em missão final para se tornar um monge. Uma tarefa aparentemente simples, torna-se um desafio inesperado para Ragu e é aí que ele descobre o verdadeiro valor de sua busca.

Um trabalho lindo de Brendan Carroll e Francesco Giroldini, a música de Erez Koskas.

Enjoy!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Mulheres, ombreiras, spikes e estatísticas



Dia desses eu estava olhando algumas revistas de moda e percebi que todas elas tinham algo em comum, Spikes. Esses espinhos estão brotando em tudo quanto é roupa, acessório e até unhas da mulherada, eu adorei a moda, gosto de coisas fora do normalzinho de todo dia.
Isso fez um link para um Workshop de moda que participei quando era estudante na faculdade de design gráfico, lembrei da palestrante falando sobre a história da moda e o quanto a moda refletia a sociedade de cada época. Durante os anos 80, por exemplo, elas disseram que foi o momento em que as mulheres estavam ingressando com muito mais força no mercado de trabalho, numa década bastante machista ainda, e que as ombreiras eram uma forma de dizer que elas também eram fortes e podiam tanto quanto eles. As ombreiras representavam o poder que elas queriam ter e estavam lutando por isso. Nessa época Madonna já mostrava pra todo mundo que mulher podia ser sexualmente livre e muito feliz com isso, Cyndi Lauper usava cores super alegres, pintava o cabelo e cantava a plenos pulmões "Girls... they wanna have fun!". 
Aquilo pra mim foi uma grande revelação e pude perceber que a moda não era algo fútil, mas uma forma de comunicação e de expressão da sociedade de cada década. 
Sim Becca... Mas e quanto aos Spikes? O que tem com isso tudo aí?
Eu sinceramente pensei que essa moda de espinho em tudo seria bem passageira (como tudo que eu gosto rsrsrsrsrsrs!), mas ela persiste e percebi que ela vem seguindo paralelo com a onda crescente de violência contra a mulher.
Xiiii... Lá vem esse papinho feminista...
Bom gente, feminista ou não a violência cresce, li em diversos jornais e revistas que a violência aumenta cada vez mais e isso me assusta. Será que tanto spike é reflexo disso? Não sei, talvez isso vire até um trabalho de pesquisa mais sério depois. 
De qualquer forma achei bem triste perceber isso, porém observei também que as mulheres estão reagindo, afinal de contas os espinhos protegem a rosa né?

Gostou? Espalhe a ideia!

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